Arte & Cultura Estados Unidos

Filme sobre Melania Trump estreia com polêmica sobre gastos e política

Produção financiada pela Amazon MGM Studios levanta questionamentos sobre uso de recursos, influência política e tentativa de controle de imagem da first lady.

Documentário “Melania” chega aos cinemas em meio a críticas sobre o alto investimento e o momento político do lançamento. Foto: Divulgação

O documentário “Melania”, centrado na trajetória da primeira dama Melania Trump, estreou com tapete vermelho no Kennedy Center, em Washington, na quinta-feira (29). Mais do que o conteúdo do filme em si, o lançamento chamou atenção pelo valor envolvido no projeto e pelo momento político em que chega ao público.

A Amazon MGM Studios pagou cerca de $40 milhões pelos direitos da produção, valor fora do padrão para o gênero, e investiu mais dezenas de milhões de dólares em marketing e distribuição. O montante virou o principal foco de críticas dentro e fora da indústria audiovisual, por tratar de uma figura central do governo em exercício.

A mídia especializada questiona se o investimento faz sentido do ponto de vista comercial ou se o projeto atende a interesses políticos e institucionais. O timing também pesa. O filme chega às telas em meio a debates intensos sobre imigração e política externa, reforçando a ideia de reposicionar a imagem pública da first lady em um momento sensível do governo.

Para a crítica, o documentário funciona mais como uma operação de imagem do que como obra documental, levantando dúvidas sobre a relação entre os estúdios, o poder político e acesso privilegiado. A percepção é que se evita temas controversos com narrativa controlada, levando a acusações de “propaganda disfarçada de conteúdo cultural”.

A campanha de divulgação também enfrentou problemas. Em Los Angeles, anúncios do filme em ônibus foram vandalizados, levando à remoção de parte da publicidade. O episódio reforça o clima de polarização em torno do lançamento.

“Melania” já é um dos lançamentos mais controversos de 2026, não pelo impacto cultural ou artístico, mas pelo que representa no cruzamento entre dinheiro, política e controle de narrativa em plena gestão presidencial.

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