A partir de 6 de fevereiro, o estado deixará de oferecer provas em português e em outros idiomas para a obtenção da licença para dirigir, passando a exigir que todos os exames sejam realizados exclusivamente em inglês. Com a nova regra, tanto o exame de conhecimentos quanto eventuais avaliações orais ou instruções oficiais passam a ser aplicados apenas nesse idioma, sem a possibilidade de uso de intérpretes ou material traduzido.
Segundo autoridades estaduais, a mudança tem como objetivo padronizar o processo de habilitação e garantir que todos os motoristas sejam capazes de compreender placas, sinalizações e orientações oficiais em inglês. Representantes do governo argumentam ainda que a compreensão do idioma é uma questão de segurança pública.
A decisão gerou críticas imediatas de entidades de apoio a imigrantes e de membros da comunidade brasileira, que veem a medida como um obstáculo adicional à integração. Para muitos estrangeiros, a carteira de motorista é um documento essencial não apenas para dirigir, mas também para trabalhar, acessar serviços e comprovar identidade no dia a dia.
Especialistas ouvidos por esses veículos apontam que a mudança pode levar muitos imigrantes a adiar ou desistir da habilitação, aumentando o risco de direção sem carteira válida — o que pode resultar em multas, apreensão do veículo e problemas migratórios. Apesar das críticas, o governo estadual não sinalizou, até o momento, a possibilidade de rever a decisão.
