Em 2025, mais de 455 mil mulheres se afastaram da força de trabalho nos Estados Unidos, segundo uma pesquisa da Catalyst. O número reflete uma tendência crescente de desligamentos voluntários motivados por fatores estruturais, e não por falta de ambição.
Quase 60% dessas mulheres decidiram deixar o emprego por conta própria, citando principalmente os altos custos do cuidado infantil e a dificuldade de conciliar horários rígidos com responsabilidades familiares.
Comparado a anos anteriores, o afastamento de mulheres mantém uma pressão constante sobre o mercado de trabalho. Durante a pandemia, muitas mulheres também se afastaram da força de trabalho, mas os dados de 2025 mostram que o problema não foi resolvido.
O estudo aponta que a falta de flexibilidade e apoio no ambiente de trabalho continua sendo central. Empresas que não oferecem horários flexíveis, licença parental adequada ou opções de cuidado infantil acabam pressionando mulheres a escolher entre emprego e família.
Especialistas afirmam que esses afastamentos têm impacto econômico relevante, afetando produtividade e diversidade nas empresas. A perda de mão de obra qualificada também reforça desigualdades de gênero no mercado de trabalho.
Algumas companhias começaram a implementar políticas de suporte, como creches subsidiadas e home office flexível, mostrando que é possível reduzir a pressão sobre mulheres e manter talentos no mercado. A tendência é que medidas desse tipo virem cada vez mais necessárias para conter esse afastamento em massa.
