De acordo com informações oficiais divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina (SSP-SC), um adolescente foi apontado como autor das agressões que levaram à morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis (SC). Para identificar o responsável, a Polícia Civil montou uma força-tarefa que analisou mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança da região, colhidas em 14 equipamentos diferentes. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e oito jovens foram investigados. Devido à gravidade do crime, foi solicitado à Justiça o pedido de internação do menor de idade, medida equivalente à prisão no sistema penal adulto.
No mesmo dia em que a Polícia Civil identificou os suspeitos, o garoto viajou para Orlando, na Flórida, onde permaneceu até 29 de janeiro. Ao retornar ao Brasil, foi interceptado no aeroporto. Durante a abordagem, um familiar teria tentado esconder um boné e um moletom que, segundo a a acusação, teriam sido usados no dia do crime.
A defesa questiona elementos de comprovação das agressões, a divulgação de imagens e a relação entre as roupas — que, segundo a polícia, teriam sido escondidas pela família — e a violência contra o animal. Os advogados afirmam ainda que, no horário citado pelas autoridades, há imagens de outros adolescentes circulando no local da agressão.
A investigação também aponta para uma tentativa de afogamento contra um segundo cachorro, chamado Caramelo, e responsabilizou quatro adolescentes pelo episódio. O animal sobreviveu às agressões e foi adotado pelo delegado geral do Estado, Ulisses Gabriel. O inquérito ainda indiciou três adultos pelo crime de coação no curso do processo, que tentaram intimidar testemunhas e interferir nas apurações.
