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Ex-goleiro do Corinthians enfrenta processo na Flórida por suposta fraude imobiliária

Um dos autores das ações é o volante Willian Arão, que atualmente joga no Santos.

Doni foi reserva na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. (Foto Reprodução Youtube).
Doni foi reserva na Copa do Mundo de 2010, na África do Sul (Foto Reprodução Youtube)

O ex-jogador de futebol Doniéber Alexander Marangon, mais conhecido como Doni — que atuou como goleiro na Seleção Brasileira e em clubes como Corinthians, Santos, Roma e Liverpool — é acusado de fraude financeira no setor imobiliário, segundo documentos da Justiça da Flórida.

Ele e seu sócio, o também brasileiro Werner Macedo, respondem por dívidas relativas à empresa D32 Wholesale LLC, que teria captado recursos de investidores prometendo retornos elevados por meio de empreendimentos imobiliários que não teriam sido realizados. De acordo com a denúncia, a companhia teria oferecido a investidores no Brasil e no exterior a possibilidade de retornos de até 15% ao ano com a construção de casas em condomínios de médio e alto padrão no estado da Flórida.

Um dos autores das ações é o volante Willian Arão, que atualmente joga no Santos. Ele alega ter investido cerca de $ 200 mil, em novembro de 2022, no projeto denominado Camila Homes, mas as obras do condomínio, localizado a cerca de uma hora de Orlando, não foram concluídas. Como consequência, o atleta cobra, a título de indenização, o triplo do valor investido, totalizando $ 600 mil.

A D32 enfrenta ainda acusações movidas por uma empresa pelo não repasse de montantes relativos à divisão de lucros prevista em contrato. Em outro processo, a ação refere-se à não transmissão dos recursos referentes à compra de um terreno. Segundo informações divulgadas pela Justiça, a situação dos brasileiros se agravou em razão do descumprimento de ordens judiciais, incluindo a não apresentação de documentos financeiros obrigatórios e o não comparecimento a audiências anteriores.

Por meio de nota oficial, Doni negou qualquer irregularidade e afirmou que a incorporadora passa por um processo de reestruturação societária e administrativa em razão da integração com duas empresas do setor da construção. Ele esclareceu ainda que ocorreram “divergências comerciais pontuais” durante a revisão de contratos, ressaltando que todas as questões estão sendo tratadas dentro da legalidade.

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