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Sobe o número de casos de sarampo em universidade da Flórida

A maioria dos infectados não estava vacinada ou apresentava esquema vacinal incompleto

Autoridades de saúde reforçam que a vacina tríplice viral (MMR) continua sendo segura, eficaz e a principal ferramenta de prevenção. (Foto: Freepik)
Autoridades de saúde reforçam que a vacina tríplice viral (MMR) continua sendo segura, eficaz e a principal ferramenta de prevenção.

O número de casos de sarampo registrados na Ave Maria University, no sudoeste da Flórida, subiu para mais de 60. O surto na universidade, localizada próxima a Naples, no condado de Collier, levou o Departamento de Saúde do estado a intensificar ações de rastreamento de contatos, isolamento de pessoas infectadas e verificação do status vacinal de estudantes e funcionários. A instituição de ensino manteve as atividades acadêmicas, mas reforçou protocolos sanitários, orientações médicas e campanhas educativas junto à comunidade universitária.

Dados oficiais demonstram que a maioria dos infectados não estava vacinada ou apresentava esquema vacinal incompleto. Esse cenário reflete o avanço da doença no país, que já conta com mais de mil infectados confirmados em 21 estados. Especialistas alertam que a queda nas taxas de imunização nos últimos anos tem provocado o crescimento contínuo das infecções, colocando em risco o status de eliminação do sarampo, mantido há mais de 20 anos nos Estados Unidos.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar, capaz de permanecer em ambientes fechados por horas, o que torna campi universitários potencialmente vulneráveis à disseminação rápida do vírus. A infecção pode resultar em complicações graves, como pneumonia, encefalite e até morte, especialmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas imunocomprometidas.

Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas suscetíveis ao seu redor, caso não estejam imunizadas. Na Flórida, campanhas emergenciais de vacinação e comunicação pública vêm sendo ampliadas, especialmente em áreas com maior concentração de casos.

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