Estados Unidos

EUA intensificam mobilização militar e avaliam possível ataque ao Irã

A avaliação final cabe ao presidente Donald Trump, que, ainda não autorizou nenhuma operação

Autoridades afirmam que os planos operacionais estão prontos e aguardam decisão política da Casa Branca (Foto: Reprodução TV)
Autoridades afirmam que os planos operacionais estão prontos e aguardam decisão política da Casa Branca (Foto: Reprodução TV)

Os Estados Unidos intensificaram, nas últimas horas, a mobilização de forças militares no Oriente Médio e avaliam a possibilidade de um ataque contra o Irã, em meio à escalada das tensões regionais e ao impasse nas negociações sobre o programa nuclear iraniano. Apesar do aumento da prontidão militar, nenhuma ordem formal de ataque foi anunciada até o momento.

Segundo a Reuters, o governo americano deslocou porta-aviões, caças de última geração e sistemas de defesa aérea para a região, o que caracteriza o maior acúmulo de poder militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque, em 2003. Relatórios indicam que as forças estão em estado avançado de prontidão, com capacidade para iniciar ataques em curto prazo, caso recebam sinal verde.

A avaliação final cabe ao presidente Donald Trump, que, segundo auxiliares, ainda não autorizou nenhuma operação. A Casa Branca mantém o discurso de que a diplomacia continua sendo a opção preferencial, embora não descarte o uso da força caso as negociações não avancem.

A possibilidade de um ataque elevou as tensões entre aliados estratégicos dos EUA e ampliou a instabilidade no cenário internacional. A Rússia reagiu às movimentações, advertindo que uma ofensiva contra o Irã poderia provocar uma escalada perigosa no Oriente Médio. Moscou classificou o reforço militar americano como um fator de risco para a estabilidade regional.

Já Israel colocou suas forças armadas em estado elevado de alerta, diante do temor de retaliações iranianas diretas ou indiretas, inclusive por meio de grupos aliados de Teerã que atuam em países vizinhos.

O preço internacional do petróleo atingiu o maior nível em seis meses, impulsionado pelo receio de interrupções no fornecimento, especialmente no Estreito de Hormuz, rota estratégica para o comércio global de energia.

Com informações da Reuters.

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