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Estudante de 12 anos é detida na Flórida após publicar plano de ataque à escola

Os agentes conseguiram identificar a autora da postagem após rastrear o endereço IP associado ao conteúdo

Especialistas ressaltam que episódios como este evidenciam a importância de sistemas de alerta precoce e de políticas integradas que envolvam escolas, forças de segurança e serviços de saúde mental (Foto: Reprodução Youtube)
Especialistas ressaltam que episódios como este evidenciam a importância de sistemas de alerta precoce e de políticas integradas que envolvam escolas, forças de segurança e serviços de saúde mental (Foto: Reprodução Youtube)

Uma garota de 12 anos foi presa no início da semana após publicar, em ambiente digital, um plano que detalhava um suposto ataque armado à Southwestern Middle School, localizada no condado de Volusia, no estado da Flórida. A investigação teve início após uma denúncia anônima registrada por meio do aplicativo FortifyFL, plataforma estadual criada para o reporte de ameaças em ambientes escolares. O alerta indicava a existência de um “manifesto” publicado online, no qual a autora descrevia, de forma minuciosa, etapas de um possível ataque.

Os agentes conseguiram identificar a autora da postagem após rastrear o endereço IP associado ao conteúdo. A suspeita — identificada como Josephine Simmons-Peters — foi localizada em sua residência, na cidade de DeLand, e presa por volta de 1h30 da madrugada de segunda-feira, dia 23. Ela foi acusada formalmente de ameaças escritas de morte e uso indevido de um dispositivo de comunicação, acusações que podem acarretar implicações significativas no sistema de justiça juvenil.

Segundo as autoridades, o documento apresentava mais de uma dezena de etapas, incluindo referências a locais da escola, possíveis rotas de acesso e nomes de colegas e de um professor que seriam alvos do ataque. Investigadores apontam que o conteúdo demonstra um nível de planejamento considerado suficiente para caracterizar a ameaça como grave e concreta, independentemente da idade da autora.

O xerife Mike Chitwood descreveu o plano como “bem estruturado” e capaz de identificar locais para esconder armas, pontos de entrada, rotas de fuga e possíveis alvos, destacando a gravidade da postagem, também independentemente da idade da suspeita.

A unidade de Behavioral Threat Assessment seguirá acompanhando o caso, com o objetivo de prevenir quaisquer atos de violência e oferecer suporte adequado à jovem enquanto o processo judicial segue seu curso.

A polícia enfatizou que, no contexto dos Estados Unidos — especialmente após uma série de tiroteios escolares de grande repercussão nas últimas décadas — toda ameaça é tratada com o máximo rigor, ainda que seja apresentada como um “desabafo” ou algo sem intenção real de execução.

O aplicativo FortifyFL foi implementado após o massacre ocorrido em 2018 na cidade de Parkland e tem como objetivo permitir que estudantes, familiares e membros da comunidade relatem comportamentos suspeitos de forma anônima.

Com informações da Fox 35 Orlando.

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