Como já era esperado, o Irã – através de seu ministro dos Esportes, Ahmad Donyamali – comunicou em caráter irreversível que não vai disputar a Copa do Mundo de 2026. A decisão foi tomada em virtude da guerra entre a nação do Oriente Médico e os Estados Unidos, principal país-sede da competição. “Eles assassinaram o nosso líder. Então sob nenhuma circunstância vamos participar do Mundial”, disse o ministro na quarta (dia 11 de março). De acordo com o sorteio da Fifa, o Irã estaria no Grupo G, com Bélgica, Egito e Nova Zelândia, e as três partidas da primeira fase seriam realizadas na costa oeste dos EUA.
O pedido de retirada da Copa ainda não foi formalizado à entidade maior do futebol, mas o Irã já dava indícios de sua postura desde o início do mês, ao não enviar representante para a cúpula de planejamento do torneio, que aconteceu em Atlanta. Cabe agora à Fifa decidir quais medidas serão tomadas, tanto para “convidar” outra seleção, como também para definir quais serão as punições impostas à República Islâmica. O regulamento prevê uma multa de mínimo 250 mil francos suíços em caso de desistência – mas isso não acontecia desde 1950, quando Escócia, Turquia, Índia e França recusaram o convite para a Copa no Brasil.
O presidente da Fifa, antes de saber da decisão iraniana, havia manifestado o seu temor de que o conflito no Oriente Médio pudesse atrapalhar o Mundial. No entanto, acreditava em uma solução. “Precisamos de um evento como a Copa para unir as pessoas agora mais do que nunca”, afirmou Infantino. A competição tem início marcado para 11 de junho, ou seja, daqui a menos de três meses.
