Projeções recentes da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) indicam uma probabilidade consistente de transição para o fenômeno ao longo de 2026, após um período sob influência de La Niña. Embora o termo “super El Niño” não faça parte de uma classificação oficial rígida, ele é utilizado para descrever episódios de aquecimento excepcionalmente intenso das águas do Pacífico. Esses eventos têm capacidade de alterar padrões atmosféricos em escala global, influenciando regimes de chuva, temperatura e, no caso do Atlântico, a formação de ciclones tropicais.
O fator determinante para medir seu impacto sobre a temporada de furacões não é apenas a intensidade, mas também o momento em que o fenômeno se consolida. Caso se fortaleça apenas no fim da temporada — por volta de outubro — sua influência sobre o pico de atividade, concentrado entre agosto e setembro, tende a ser limitada. Se, por outro lado, a intensificação ocorrer mais cedo, o efeito pode ser mais significativo.
Em termos históricos, anos de El Niño costumam registrar menor número de tempestades no Atlântico, pois o aumento do cisalhamento vertical do vento dificulta a organização e o fortalecimento de sistemas tropicais. No entanto, apesar da possível redução no número de ciclones, a vulnerabilidade da Flórida permanece elevada. Outro fator de atenção é a temperatura das águas do Atlântico, que permanece acima da média. Oceanos mais quentes fornecem energia adicional para tempestades, favorecendo sua intensificação.
O resultado dessa combinação ainda é incerto. A experiência recente mostra que temporadas com menor número de sistemas podem, ainda assim, produzir eventos de grande impacto.
