Um júri na Califórnia determinou que Meta e Google devem pagar 6 milhões de dólares a uma jovem que desenvolveu problemas mentais por causa do uso compulsivo de redes sociais ainda na infância.
Os jurados concluíram que o design das plataformas, como rolagem infinita e autoplay, agravou os problemas de saúde mental da jovem. K.G.M., hoje com 20 anos e identificada só pelas iniciais, disse que o uso das redes desde os 6 anos de idade causou ansiedade, depressão e problemas de autoimagem.
O caso, julgado em Los Angeles, é considerado um dos primeiros nos EUA a responsabilizar diretamente big tech companies por impactos psicológicos em usuários que começaram a usar essas plataformas ainda crianças.
Do total, $3 milhões correspondem a danos compensatórios e outros $3 milhões a danos punitivos, destinados a penalizar as empresas pela conduta.
Em nota, a Meta afirmou que discorda da decisão e avalia recorrer. O Google não comentou imediatamente.
A decisão surge numa onda de processos semelhantes no país, questionando o papel de plataformas digitais no desenvolvimento de compulsividade entre jovens. Outro júri, em New Mexico, condenou a Meta a pagar $375 milhões por falhas na proteção de menores contra predadores no Instagram.
