Uma mulher de 50 anos no Tennessee, voltou a ganhar atenção após a criação de uma campanha no GoFundMe para ajudá-la a reconstruir a vida. Ela passou 108 dias presa em 2025 após ser identificada de forma equivocada por um sistema de reconhecimento facial durante uma investigação de fraude bancária.
O caso teve início quando Angela Lipps foi detida por agentes federais sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraude em outro estado, Dakota do Norte. A acusação surgiu a partir de uma análise de imagens feita com uso de tecnologia de reconhecimento facial, que a associou ao crime.
No entanto, documentos apresentados pela defesa indicavam que ela estava no Tennessee no momento em que os crimes teriam ocorrido, a mais de 1.900 quilômetros de distância. Mesmo assim, ela permaneceu presa por meses antes de ser libertada em dezembro, após as acusações serem arquivadas.
A defesa afirma que o caso expõe falhas no uso de inteligência artificial em investigações criminais e a falta de checagens básicas antes da prisão. Autoridades locais reconheceram erros na condução do processo e afirmaram que estão revisando protocolos de uso da tecnologia.
Após a soltura, foi lançada a campanha de arrecadação online em apoio à sua reconstrução financeira. Segundo a iniciativa, ela perdeu moradia, bens pessoais e parte da renda durante o período em que ficou detida.
Atualmente, Lipps relata dificuldades para retomar a rotina após o período na prisão e diz que ainda enfrenta impactos emocionais e financeiros. A campanha de arrecadação segue ativa e já recebeu mais de 75 mil dólares em doações.
Com informações News Channel 9.
