Além do fechamento de um dos principais escoadouros de petróleo do mundo -o Estreito de Ormuz -, casuando aumento imediato no preço da gasolina e derivados, a guerra entre a coalizão EUA-Israel contra o Irã vem sangrando significativamente os cofres americanos. Segundo o Departamento de Defesa, somente nos seis primeiros dias a guerra consumiu $11.3 bilhões do tesouro americano. Mas segundo o Center for American Progress, o custo é ainda maior, calculado em cerca de $500 milhões por dia.
O preço do galão da gasolina subiu mais de 30% desde o começo da guerra, com a média nacional acima de $4 por galão, o que não acontecia desde 2022. Alguns especialistas avisam que se o conflito se estender por mais tempo o preço pode ultrapassar os cinco dólares. O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia. Vinte por cento de todo petróleo e gás natural do mundo passam por lá. Controlado pelo Irã, o Estreito foi imediatamente fechado após o início da guerra, e sua reabertura depende do fim das hostilidades.
Segundo o jornal The Financial Times, uma análise feita pela organização independente Center for Strategic and International Studies revelou que pelo menos $1.4 bilhões foram gastos com equipamentos destruídos ou danificados pelos ataques iranianos, incluindo reparos no porta-aviões USS Gerald Ford, que teve danos causados por um incêndio a bordo, e a perda de um Boeing E-3 Sentry, sofisticado avião de reconhecimento, avaliado em $700 milhões.
O alto custo da guerra, entretanto, não intimidou o presidente Donald Trump a sonhar com um orçamento militar recorde para 2027. Em abril, o presidente mandou uma proposta de $1.5 trilhão ao Congresso para cobrir despesas militares no próximo ano, um recorde histórico, que representa um aumento de 44% com relação a 2026.
A guerra, suspensa em meio a um cessar fogo temporário amparado por um acordo entre EUA e Irã, está tendo um custo ainda maior que o financeiro para algumas famílias americanas. Até agora, treze americanos perderam a vida e cerca de 373 pessoas ficaram feridas. Isso somente do lado americano. Assinado no dia 7 de abril, o cessar fogo está ameaçado por conta de ataques realizados por Israel ao Líbano, considerados pelo Irã como uma quebra no acordo com os EUA.
