Um homem acusado de assassinar dois estudantes de pós-graduação teria consultado uma ferramenta de inteligência artificial antes do crime, com perguntas relacionadas à ocultação de cadáver. O suspeito, Hisham Abugharbieh, de 26 anos, responde por homicídio qualificado no estado da Flórida. As vítimas foram identificadas como Zamil Limon e Nahida Bristy, ambos de 27 anos.
Documentos judiciais apresentados no pedido de prisão revelam que Abugharbieh teria questionado a tecnologia sobre o que aconteceria caso um corpo fosse colocado em um saco e descartado no lixo. Após receber uma resposta de alerta, ele teria insistido com uma nova pergunta sobre como tal ação poderia ser descoberta pelas autoridades. Esses registros integram o conjunto de evidências utilizado pelos promotores para sustentar a tese de premeditação.
As peças processuais também apontam outras buscas e comportamentos considerados suspeitos, incluindo pesquisas sobre alteração de identificação veicular (VIN) e consultas relacionadas a armas. Além disso, a investigação reúne dados de geolocalização, vestígios de sangue encontrados em um imóvel ligado ao suspeito e informações sobre o descarte de objetos pertencentes às vítimas.
Embora históricos de navegação na internet já sejam utilizados há décadas em investigações, especialistas apontam que ferramentas conversacionais ampliam o grau de detalhamento e personalização das buscas. No entanto, a inclusão de interações com sistemas de IA levanta questões jurídicas relevantes, como os limites da privacidade, a responsabilidade das plataformas e o peso dessas informações na caracterização de premeditação.
A morte de Limon foi considerada homicídio, citando um relatório do legista que apontou um profundo ferimento por arma branca na região lombar, que atingiu seu fígado, entre outros ferimentos. A Universidade do Sul da Flórida manifestou pesar pela morte dos estudantes, destacando o impacto da tragédia na comunidade acadêmica. O caso também reacende debates sobre segurança em ambientes universitários e sobre o papel das tecnologias emergentes no cotidiano.
Com informações da CNN Brasil.
