O Comitê Organizador da Copa do Mundo de Miami emitiu uma diretriz oficial nos últimos dias assegurando que o órgão de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) não realizará operações dentro do Hard Rock Stadium nem nos perímetros oficiais do evento durante o Mundial de 2026. Essa política de “zonas seguras” segue o protocolo da FIFA sobre Direitos Humanos, o qual exige que os países-sede garantam acesso equitativo ao evento, sem discriminação por nacionalidade ou status jurídico.
“Nosso objetivo é que a Copa do Mundo seja uma celebração global. A segurança será onipresente, mas o foco é a proteção do torcedor e a fluidez do evento, não a aplicação de leis de imigração civil dentro dos nossos locais de competição”, declarou um porta-voz do comitê de Miami.
Não haverá patrulhamento de agentes para verificação de status migratório em arquibancadas, Fan Fests ou zonas de transporte oficial. Apesar das garantias, analistas ressaltam que o compromisso se limita aos locais oficiais do campeonato.
Fora do perímetro do estádio, rodovias e aeroportos continuam sujeitos às leis federais e estaduais vigentes, onde abordagens ainda podem ocorrer. Para os torcedores brasileiros, a orientação permanece a de manter a documentação em dia.
O comitê organizador, em conjunto com o condado de Miami-Dade, deve lançar em breve uma campanha de comunicação em vários idiomas, incluindo português e espanhol, para detalhar as diretrizes de segurança. A mensagem visa esclarecer que o foco das autoridades em 2026 será o jogo, e não o status migratório de quem estiver assistindo.
