A inflação nos Estados Unidos voltou a acelerar e chegou a 3,8% em abril, o maior nível em três anos, segundo o U.S. Bureau of Labor Statistics. O principal motivo foi a alta nos preços da energia, pressionados pela guerra no Oriente Médio e pela valorização do petróleo no mercado internacional.
Com o barril acima de US$ 100, o impacto já aparece no dia a dia dos americanos. O preço médio da gasolina chegou a cerca de US$ 4,50 por galão, quase 50% mais caro do que antes do início do conflito.
A alta não ficou só nos combustíveis. Alimentos, passagens aéreas e aluguel também subiram no período, aumentando o custo de vida das famílias. Só em abril, os preços avançaram 0,6% em relação ao mês anterior.
Com isso, os salários reais acabaram perdendo força, e os americanos estão sentindo que o dinheiro rende menos mesmo com a renda praticamente estável.
Para o economista Mark Zandi, da Moody’s Analytics, o cenário ainda deve pesar nos próximos meses. Ele afirma que “a inflação pode continuar pressionada mesmo que o conflito diminua, já que os custos de energia demoram a se estabilizar”.
O quadro também dificulta uma possível redução de juros nos Estados Unidos, já que o Federal Reserve tende a manter uma postura mais cautelosa enquanto a inflação segue acima da meta.
Com informações CBS News.
