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FBI alerta para novo golpe telefônico que usa número real de bancos nos EUA

Denúncias de crimes cibernéticos ultrapassaram 190 mil registros apenas no último ano, gerando prejuízos superiores a $ 215 milhões

As fraudes já se espalharam por diversos estados e vem atingindo clientes de grandes instituições financeiras, incluindo Chase, Bank of America, Wells Fargo e Huntington Bank (Foto: Thomasfan1916/Wikimedia Commons)
As fraudes já se espalharam por diversos estados e vem atingindo clientes de grandes instituições financeiras, incluindo Chase, Bank of America, Wells Fargo e Huntington Bank (Foto: Thomasfan1916/Wikimedia Commons)

Uma nova onda de golpes financeiros vem crescendo rapidamente nos Estados Unidos e atingindo milhares de correntistas. Os criminosos utilizam uma tecnologia conhecida como “spoofing”, capaz de falsificar números telefônicos, fazendo com que chamadas fraudulentas apareçam no celular da vítima como se fossem originadas diretamente do banco. Em muitos casos, eles acessam previamente informações pessoais e bancárias das vítimas, tornando o golpe ainda mais convincente.

Dados recentes mostram que as denúncias de crimes cibernéticos relacionados a phishing, falsificação de identidade e spoofing ultrapassaram 190 mil registros apenas no último ano, gerando prejuízos superiores a $ 215 milhões.

Segundo o Federal Bureau of Investigation (FBI), os golpistas se apresentam como integrantes do setor de segurança ou prevenção a fraudes e alertam sobre supostas movimentações suspeitas, compras indevidas ou tentativas de invasão. Em seguida, criam um cenário de urgência para induzir a vítima a agir rapidamente.

A principal estratégia é convencer o correntista a transferir dinheiro para uma “conta segura”, que, na realidade, pertence aos próprios criminosos. Em outras situações, os fraudadores solicitam códigos de autenticação enviados por SMS, senhas bancárias ou acesso remoto ao celular e ao computador da vítima.

As investigações apontam que os criminosos utilizam softwares capazes de manipular a identificação das chamadas. O método não exige invasão direta da telefonia das instituições bancárias, mas explora vulnerabilidades nos protocolos internacionais de telecomunicação. Também cresce o uso de inteligência artificial capaz de reproduzir vozes semelhantes às de atendentes reais e até mensagens padronizadas das centrais oficiais dos bancos.

Diante do aumento dos casos, o FBI reforçou à população para nunca confiar apenas no identificador de chamadas do telefone, já que os números podem ser manipulados facilmente. Outra orientação é ativar a autenticação em duas etapas, revisar regularmente as movimentações financeiras e desconfiar de qualquer abordagem que exija decisões imediatas.

As autoridades ressaltam que instituições financeiras legítimas jamais solicitam senhas, códigos de autenticação enviados por SMS, transferências para “contas protegidas” ou instalação de aplicativos de acesso remoto.

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