Estados Unidos

Tubarões-brancos avançam pela costa leste dos EUA e colocam praias em alerta

O fenômeno está ligado não apenas ao aquecimento das águas, mas também ao crescimento das populações de peixes e focas

A conscientização e monitoramento continuam sendo as principais ferramentas para reduzir riscos durante a temporada de verão na costa leste (Foto: Reprodução TV)
A conscientização e monitoramento continuam sendo as principais ferramentas para reduzir riscos durante a temporada de verão na costa leste (Foto: Reprodução TV)

O primeiro tubarão-branco da temporada já foi identificado próximo à costa de Massachusetts. A confirmação do primeiro registro ocorreu após pesquisadores do New England Aquarium analisarem o corpo de uma foca-cinzenta encontrada morta em Martha’s Vineyard. O animal apresentava ferimentos compatíveis com mordidas de um tubarão-branco.

Os cientistas acreditam que áreas como Cape Cod, além de regiões de New York e New Jersey, deverão registrar aumento da presença desses predadores ao longo do verão e do início do outono. Eles afirmam que o fenômeno está ligado não apenas ao aquecimento das águas, mas também ao crescimento das populações de peixes e focas. Esses mamíferos são protegidos por leis ambientais desde a década de 1970 e voltaram a ocupar o litoral da região em números considerados históricos.

Durante o inverno, muitos desses animais permanecem em águas mais quentes do sul dos Estados Unidos, mas, com a elevação gradual da temperatura oceânica, migram para regiões costeiras do Nordeste americano. Segundo Joel Fodrie, diretor do Instituto de Ciências Marinhas da University of North Carolina, pelo menos 30 espécies desses animais já iniciaram esse deslocamento sazonal. Entre elas estão tubarões-tigre, tubarões-touro e, principalmente, os tubarões-brancos, considerados os principais predadores marinhos da região.

As autoridades de Cape Cod ampliaram os sistemas de monitoramento, instalaram placas de alerta nas praias e passaram a utilizar drones e aplicativos de rastreamento para acompanhar a movimentação dos predadores. Um dos recursos mais utilizados é o aplicativo Sharktivity, criado pela Atlantic White Shark Conservancy, que reúne registros de avistamentos em tempo real.

Regiões costeiras de Maine, New Hampshire e até do Canadá Atlântico passaram a registrar avistamentos frequentes. Estudos indicam que alguns animais estão permanecendo por períodos mais longos nessas áreas. Apesar disso, especialistas reforçam que ataques continuam sendo extremamente raros. Os pesquisadores destacam que o aumento nos registros também está ligado à evolução da tecnologia e ao monitoramento constante das praias.

Com informações da ABC News.

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