A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta semana a venda da primeira caneta emagrecedora produzida por uma farmacêutica brasileira. Voltado ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2, o Ozivy amplia a concorrência em um setor até então dominado por multinacionais.
A autorização ocorre poucos meses após o encerramento da patente da semaglutida no Brasil. Utilizada em medicamentos como Ozempic e Wegovy, a substância tornou-se um fenômeno mundial ao apresentar resultados expressivos na redução de peso corporal e no controle glicêmico.
A expectativa do mercado é que essa versão pressione os preços para baixo e facilite o acesso ao tratamento. A EMS afirma que o produto poderá custar até 30% menos do que os importados. Em muitas capitais brasileiras, uma única caneta ultrapassa a faixa de R$ 1 mil.
Outras farmacêuticas brasileiras também devem avançar com produtos semelhantes nos próximos meses, ampliando a oferta e pressionando ainda mais os preços. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais da metade da população adulta brasileira apresenta excesso de peso.
A semaglutida foi aprovada inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2, mas estudos clínicos demonstraram redução significativa de peso em pacientes obesos ou com sobrepeso associado a comorbidades. Seu efeito sobre a perda de peso decorre de uma ação semelhante à do hormônio GLP-1, responsável por promover sensação de saciedade, retardar o esvaziamento gástrico e auxiliar no controle do apetite.
