Estados Unidos

Restaurantes dos EUA reagem após turistas da Copa deixarem garçons sem gorjeta

Com visitantes de países onde a gorjeta não é um costume, bares e restaurantes passaram a incluir automaticamente até 20% de taxa de serviço nas contas durante o torneio

Restaurantes registram movimento intenso, mas poucas gorjetas, o que levou estabelecimentos a adotar taxas de serviço automáticas. (Foto: Circe Denyer / Public Domain Pictures)

A Copa do Mundo de 2026 está movimentando bares e restaurantes nas cidades-sede dos Estados Unidos, mas também trouxe um problema inesperado: muitos turistas estrangeiros não estão deixando gorjeta. O resultado foi a adoção de uma taxa de serviço automática, geralmente de 20%, em diversos estabelecimentos para evitar prejuízos aos funcionários.

O motivo é, em grande parte, cultural. Em muitos países da Europa, América do Sul e Ásia, a gorjeta já está incluída na conta ou é opcional. Nos Estados Unidos, porém, ela faz parte da remuneração de garçons e bartenders. Em alguns estados, trabalhadores que recebem gorjetas podem ter salário-base federal de apenas US$ 2,13 por hora, contando com as “tips” para complementar a renda.

Em New York, garçons relatam mesas com contas de centenas de dólares sem qualquer gorjeta. Muitos visitantes dizem simplesmente não conhecer a prática americana.

Para reduzir a confusão, restaurantes em cidades como New York, Atlanta, Filadélfia e Kansas City passaram a incluir automaticamente a taxa de serviço nas contas durante o torneio. A medida divide opiniões: enquanto funcionários afirmam que ela garante uma remuneração justa, alguns turistas criticam a cobrança e defendem que os salários deveriam ser pagos integralmente pelos empregadores. “Não nos intimidem por causa de gorjetas, paguem melhor aos seus trabalhadores!”

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