Estados Unidos

Suprema Corte encerra ano judicial com vitórias e derrotas para Trump

Tribunal manteve a cidadania por nascimento nos EUA, ampliou poderes do presidente em agências federais e tomou decisões sobre eleições, atletas transgênero e campanha eleitoral

As decisões da Suprema Corte encerram o ano judicial nos Estados Unidos e têm impacto em temas centrais da agenda do governo Donald Trump. (Foto: Marielam1/ Wikimedia Commons)

A Suprema Corte dos Estados Unidos encerrou o ano judicial com uma série de decisões que afetam diretamente o governo Donald Trump. Em sete casos considerados fundamentais para a Casa Branca, o presidente teve um saldo equilibrado: venceu em três e perdeu em quatro.

A decisão de maior repercussão foi a manutenção da cidadania automática para quem nasce em solo americano. Os ministros barraram a tentativa de restringir esse direito, preservando a interpretação histórica da Constituição que reconhece como cidadãos a maioria das pessoas nascidas nos EUA, incluindo filhos de imigrantes e turistas.

O tribunal também manteve a diretora do Federal Reserve no cargo, confirmou a validade da contagem de votos enviados pelo correio conforme as regras estaduais e recusou o pedido de Trump para anular a condenação por abuso sexual envolvendo a escritora E. Jean Carroll.

Entre as vitórias do presidente, a Corte ampliou sua autoridade para substituir dirigentes de algumas agências federais independentes, confirmou leis estaduais que restringem a participação de atletas transgênero em competições femininas e eliminou limites para gastos coordenados entre partidos e candidatos durante campanhas eleitorais.

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