Estados Unidos

Surto de gripe em base militar leva Forças Armadas dos EUA a retomar exigência de vacina para recrutas

Cerca de 275 militares em treinamento foram infectados no Texas; medida volta a valer após flexibilização recente e busca conter avanço da doença

Um surto de gripe dentro das Forças Armadas dos Estados Unidos voltou a colocar a vacinação no centro das decisões militares. ( Foto: Staff Sgt. Larry E. Reid Jr. / U.S. Air Force/ picryl)

As Forças Armadas dos Estados Unidos voltaram a exigir a vacina contra a gripe para recrutas, mesmo após uma decisão recente que tinha tornado o imunizante opcional.

A medida acontece no momento em que a Base Aérea de Lackland, no Texas, enfrenta um surto de gripe no centro de treinamento militar básico da Força Aérea. Segundo um assessor do Congresso que acompanha o caso, cerca de 275 soldados em treinamento foram infectados nas últimas semanas. A base adotou medidas de contenção, monitora possíveis contatos e trata os casos com antivirais como o Tamiflu.

A exigência da vacina para novos recrutas já estava sendo organizada antes de o surto ser divulgado publicamente. Em abril, o secretário de Defesa Pete Hegseth anunciou que a vacina anual contra a gripe deixaria de ser obrigatória nas Forças Armadas, chamando a regra de exagerada. Depois disso, os ramos militares pediram exceções para manter a exigência em grupos específicos, como recrutas em treinamento. As autorizações foram concedidas em junho.

O Pentágono afirmou que as decisões foram baseadas em avaliações de risco e focadas na preparação operacional das tropas. Segundo o porta-voz Sean Parnell, as medidas buscam equilibrar prontidão militar e proteção de grupos mais vulneráveis.

A vacina contra a gripe já foi obrigatória em diferentes períodos desde 1945, com interrupções ao longo das décadas. Hoje, as Forças Armadas dos EUA seguem exigindo outras imunizações, como contra sarampo, hepatite e caxumba.

Compartilhar Post: