A possibilidade de flexibilização das regras para compra e exportação de armas nos Estados Unidos tem gerado preocupação sobre o risco de mais armamentos acabarem nas mãos de organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
O governo Trump está revisando normas sobre a venda de armas, incluindo propostas que podem facilitar a compra de fuzis pela internet e permitir a entrega pelos Correios, com verificação de antecedentes feita de forma digital.
Organizações de direitos humanos afirmam que a redução de barreiras pode facilitar o desvio de armas compradas legalmente nos EUA e o envio ilegal para outros países. Os Estados Unidos são um dos maiores produtores de armamentos do mundo e já aparecem como origem de parte dos fuzis apreendidos com grupos criminosos no Brasil.
Além das regras para compra dentro dos EUA, também há preocupação com a flexibilização de controles sobre exportações de armas civis para alguns países.
Casos recentes mostram o desafio do rastreamento desses armamentos. Em maio, um fuzil AK-47 enviado da Flórida foi encontrado pela fiscalização no Aeroporto de Viracopos, em São Paulo, desmontado e escondido dentro de um forno. No ano passado, a Receita Federal apreendeu outros 30 fuzis desmontados no mesmo aeroporto, escondidos em diferentes cargas.
O governo americano afirma que as mudanças buscam proteger o direito constitucional de posse de armas.
