Vice-líder da Conferência Leste da MLS (a liga de futebol profissional dos Estados Unidos) e invicto há seis jogos na temporada regular do campeonato, o Inter Miami terá um importante desafio em casa neste sábado, 1º de agosto. O time do Sul da Flórida enfrenta o Columbus Crew de olho na ponta da tabela. Lionel Messi já retornou aos treinos com os companheiros, mas ainda não será escalado, por decisão da comissão técnica e da programação de controle de carga depois da Copa do Mundo. Com isso, a maior atração da partida no Nu Stadium será o volante brasileiro Casemiro, que fará sua estreia diante da torcida – ele já esteve em campo na vitória sobre o CF Montréal, no Canadá, pela 17ª rodada da competição. Outro destaque será o lançamento oficial da nova camisa na cor branca, inspirada no estádio recém-inaugurado em Freedom Park.
O desempenho de Casemiro mereceu elogios: ele jogou os 90 minutos, registrando 62 passes com 93% de precisão, e foi responsável por quatro desarmes e dois chutes a gol. Quem balançou as redes e definiu o placar foi o atacante Luis Suárez, de pênalti, já perto do apito final. Com o resultado, o Inter Miami chegou aos 37 pontos e segue na busca da liderança, em briga acirrada contra o Nashville SC, que tem 39 pontos. Dependendo dos resultados deste fim de semana, a equipe da Flórida, que é a atual campeã, pode assumir a ponta da conferência e da própria liga em geral, no início da segunda metade da temporada regular. De qualquer forma, os time têm um confronto direto pelo campeonato no dia 15 de agosto, em Nashville.
Messi e Rodrigo De Paul, que participaram da final da Copa do Mundo pela Argentina, devem ser escalados somente na segunda semana de agosto, nos confrontos pela Leagues Cup, torneio que reúne equipes da MLS e da Liga MX (México). O Inter Miami conquistou o título da edição de 2023 e no ano passado foi derrotado na final para o Seattle Saunders FC.
DROPS
- A terceirização pretendida pela Fifa abre caminho para os investidores no futebol mundial, sob pretexto de “fomentar e democratizar o esporte”. A ideia de Gianni Infantino, presidente da entidade (que é “sem fins lucrativos”), baseia-se na criação de uma empresa para organizar os principais torneios e, em contrapartida, monetizar e comercializar todos os ativos destes grandes eventos. A princípio, a iniciativa recebeu mais críticas do que apoio, em especial da Uefa, o órgão que comanda o esporte na Europa, que ameaça até com boicote às competições. “A alma e a governança do futebol não estão à venda”, disseram os executivos em comunicado.
- O que aconteceu no julgamento do zagueiro Victor Gabriel, do Internacional, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, foi digno de um filme “pastelão”. Só para lembrar, ele cometeu uma falta desclassificante no atacante do Cruzeiro Gabriel Pec, que fraturou a tíbia. Na audiência, a defesa do atleta usou – inadvertidamente, ao que tudo indica – um áudio falso da cabine do VAR e isso acabou influenciando o voto dos auditores. Com a apresentação de prova irregular, Victor Gabriel ficará suspenso pelo mesmo prazo da recuperação da vítima, algo em torno de 4 meses, em vez dos seis jogos previstos caso o erro não tivesse sido cometido. Bizarro!
- O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, voltou das férias depois da eliminação na Copa do Mundo, para iniciar imediatamente o trabalho do novo ciclo até o Mundial de 2030… e admitiu os erros cometidos ao longo do processo, desde a convocação até a eliminação contra a Noruega. Nem precisava Ancelotti, pois todo mundo sabe. O importante agora é começar a renovação da equipe, afinal já temos Copa América daqui a dois anos.

