Muita gente não sabe, mas nos Estados Unidos algumas espécies de animais são protegidas por leis federais e até mesmo tocar, capturar ou matar esses animais pode trazer sérias consequências. Um homem de Washington agora enfrenta acusações após a morte de uma águia-de-cabeça-branca, uma das aves mais simbólicas do país.
Segundo a Procuradoria dos EUA, Benjamin G. Allen, de 66 anos, teria atirado na ave em fevereiro de 2026, na região rural de Brush Prairie, no Condado de Clark. Agentes do Serviço de Pesca e Vida Selvagem encontraram a águia morta após moradores relatarem ter ouvido um disparo.
Um exame veterinário apontou que a ave tinha dois projéteis de espingarda alojados na região da cabeça. As autoridades afirmam que Allen, que criava galinhas nas proximidades, é acusado de violar a Lei de Proteção às Águias-de-Cabeça-Branca e Douradas e uma norma federal de proteção a aves migratórias.
As acusações podem trazer consequências pesadas. Pela primeira infração, ele pode receber até um ano de prisão e uma multa de até US$ 500 mil. Pela segunda, a penalidade pode chegar a seis meses de prisão e US$ 5 mil em multa.
O caso serve de alerta para moradores e visitantes: nos EUA, animais silvestres protegidos por lei não podem ser capturados, feridos ou mortos sem autorização das autoridades. Mesmo espécies comuns em determinadas regiões podem ter proteção federal.
