Carlos Wesley Esportes

Messi e CR7: a corrida pelo milésimo gol

Após duas décadas de rivalidade, os dois craques perseguem a marca simbólica eternizada por Pelé

Cristiano Ronaldo e Lionel Messi estão na contagem regressiva para o milésimo gol (Foto: Wikimedia)
Cristiano Ronaldo e Lionel Messi estão na contagem regressiva para o milésimo gol (Foto: Wikimedia)

O mundo do futebol se acostumou a fazer comparações entre Messi e Cristiano Ronaldo. Os dois maiores jogadores desta geração passaram os últimos 20 anos quebrando recordes, conquistando títulos por seus times e seleções, disputando prêmios individuais e desafiando limites. Foi assim durante a trajetória profissional de ambos, em Portugal, Inglaterra, Espanha, Itália, França, Estados Unidos e Arábia Saudita. Agora, a rivalidade ganha um novo capítulo. Os dois perseguem a marca dos mil gols na carreira, um feito eternizado pelo Rei Pelé.

A busca pelo número simbólico representa, antes de tudo, a longevidade e a regularidade dos dois craques que, além de balançarem as redes com frequência, permanecem atuando no mais alto nível. CR7 destacou-se pela força física, capacidade de finalização e mentalidade vencedora, enquanto Messi encantou os amantes do esporte pela sua habilidade e visão de jogo. Disciplina versus talento! Uma rivalidade que atingiu o seu ápice quando eles atuaram no futebol espanhol, defendendo Real Madrid e Barcelona, respectivamente. Cada clássico, cada título e cada premiação da Bola de Ouro fomentava essa disputa, que hoje chega a um novo patamar, mesmo com os dois “desfilando” seu futebol em ligas consideradas secundárias – MLS e Sauditão… não importa, afinal genialidade não conhece fronteiras.

O português parece mais próximo de atingir o objetivo, pois contabiliza 976 gols oficiais. No entanto, desde maio deste ano, ele só anotou cinco tentos – dois pelo seu clube, o Al-Nassr, e três pela Seleção de Portugal na Copa do Mundo. Já o argentino, apesar de ter “apenas” 921 gols na carreira, marcou 15 gols no mesmo período, sendo sete pelo Inter Miami e oito no Mundial pela Seleção da Argentina. Ou seja, a briga está aberta, até porque nenhum dos dois parece disposto a anunciar a aposentadoria sem atingir mais essa meta. E é possível que eles ainda encontrem uma nova maneira de reescrever e perpetuar essa rivalidade.

Na contagem regressiva para o milésimo gol, resta aos torcedores de todo mundo, meros mortais, reconhecer a rara oportunidade de acompanhar duas lendas caminhando lado a lado, como se o extraordinário fosse banal. Talvez um deles chegue primeiro ao objetivo, talvez a diferença seja de alguns meses. E, na verdade, isso pouco importa, pois esse privilégio de testemunhar a história vale mais do que uma estatística.


DROPS

  • A batata de Gianni Infantino, presidente da Fifa, continua assando, mesmo depois de a entidade abandonar a polêmica proposta de venda de direitos comerciais de futuras Copas do Mundo a investidores privados. A relação com os dirigentes da Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) está insustentável e ninguém descarta uma investigação particular sobre as possíveis irregularidades na gestão de Infantino. A principal consequência deste entrevero deverá ser mesmo o boicote dos clubes europeus ao Mundial de Clubes que está marcado para 2029, nos moldes do torneio realizado nos Estados Unidos no ano passado (vencido pelo Chelsea, da Inglaterra).
  • A atitude de Neymar no último jogo do Santos, contra o Remo, em Belém do Pará, foi no mínimo infantil e exagerada. A reação do “craque” às provocações da torcida e dos dirigentes paraenses demonstrou uma certa instabilidade emocional e arrogância, que aliás têm sido uma marca registrada de Neymar, desde que retornou ao futebol brasileiro, sem corresponder às expectativas. Apesar de ter sido xingado de “vagabundo”, o camisa 10 não precisava provocar os rivais daquela maneira, até porque a classificação para as quartas de final da Copa do Brasil sobre um time que está na zona de rebaixamento do Brasileirão não é exatamente um grande feito.
  • O tenista João Fonseca joga nesta sexta-feira (7 de agosto) para colocar um ponto final em um jejum de 22 anos. O desafio é contra Casper Rudd para garantir uma vaga nas oitavas de final do Masters 1000 do Canadá, em Montreal, algo que um brasileiro não consegue desde 2004, com Guga Kuerten. O carioca está confiante na vitória, pois vem de uma boa apresentação contra o grego Stefanos Tsitsipas na fase anterior do torneio. Mas, João, todo cuidado é pouco: Casper Rudd é norueguês, como Erling Haaland, nosso algoz na Copa do Mundo de futebol.
João Fonseca joga nesta sexta para quebrar jejum em Montreal e vingar a derrota para Noruega na Copa do Mundo (Foto: Wikimedia)
João Fonseca joga nesta sexta para quebrar jejum em Montreal e vingar a derrota para Noruega na Copa do Mundo (Foto: Wikimedia)
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