Imigração

ICE terá câmeras corporais em agentes até setembro, mas agência decidirá quais vídeos serão divulgados

Equipamentos chegam após pressão por mais transparência, mas nova política dá ao ICE autonomia para escolher quais imagens serão liberadas ao público

ICE informou que mais da metade dos agentes já recebeu as câmeras corporais, que serão usadas durante prisões e operações de fiscalização de imigração nos Estados Unidos. (Foto: Reprodução/Redes sociais/ICE)

O ICE informou que seus agentes de campo em todo o país deverão estar equipados com câmeras corporais até o final de setembro. A medida acontece após uma série de operações de imigração que aumentaram as cobranças por mais transparência.

Apesar da chegada dos equipamentos, a política do próprio ICE determina que a divulgação das imagens ficará sob decisão da agência. Vídeos de confrontos, prisões ou casos em que agentes causem mortes ou ferimentos graves só serão liberados se a liderança considerar que isso atende aos “melhores interesses” do órgão.

A regra permite que a agência analise cada situação antes de tornar as gravações públicas. Em casos específicos, o diretor do ICE poderá adiar ou impedir a divulgação dos vídeos, caso considere que existem motivos para manter o material em sigilo.

A medida gera críticas de grupos que defendem maior transparência e questionam se as câmeras servirão como uma forma de fiscalização ou apenas como uma ferramenta para proteger a imagem da agência.

Foram investidos cerca de US$ 30,9 milhões na compra dos equipamentos da empresa Axon. Segundo o órgão, mais da metade dos agentes já recebeu as câmeras, e a distribuição deve ser concluída até setembro.

Os dispositivos deverão ser usados durante prisões, cumprimento de mandados e outras operações. A agência afirma que as gravações poderão ajudar a esclarecer ocorrências envolvendo seus agentes, enquanto críticos cobram regras mais claras sobre o acesso público às imagens.

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