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Seguradoras dos Estados Unidos cortam cobertura para canetas emagrecedoras

Sem o subsídio do plano de saúde, o preço desses medicamentos varia entre $ 900 e $ 1.350 mensais por paciente

Algumas companhias condicionam a liberação do medicamento à comprovação prévia de participação em programas de reeducação alimentar e exercícios físicos (Foto: Chemist4U/Wikimedia)
Algumas companhias condicionam a liberação do medicamento à comprovação prévia de participação em programas de reeducação alimentar e exercícios físicos (Foto: Chemist4U/Wikimedia)

O aumento dos custos operacionais levou empresas e seguradoras a cortarem a cobertura de canetas injetáveis para perda de peso, como Ozempic, Wegovy e Zepbound. Sem o subsídio do plano de saúde, o preço dos tratamentos baseados em GLP-1 varia entre $ 900 e $ 1.350 mensais por paciente. Como a obesidade é uma condição crônica e a interrupção do tratamento pode resultar na recuperação do peso, o impacto financeiro para os contratantes torna-se contínuo. Em grandes corporações, os gastos com injeções para emagrecimento saltaram de um custo marginal para mais de 10% de todo o orçamento anual destinado a medicamentos prescritos.

Levantamentos das consultorias Mercer e Business Group on Health indicam que a proporção de grandes empresas americanas que cobrem medicamentos para obesidade recuou de 72% para 60%, enquanto 25% impuseram restrições. Redes hospitalares e multinacionais como HCA Healthcare, PricewaterhouseCoopers e Cigna alteraram suas apólices para limitar o acesso às terapias.

A estratégia das operadoras estabelece uma divisão rígida por diagnóstico, mantendo a cobertura para medicamentos destinados ao tratamento do diabetes tipo 2, como Ozempic e Mounjaro, mas recusando o custeio quando são prescritos para obesidade. Dados da consultoria IQVIA mostram que mais de 60% das receitas de GLP-1 para emagrecimento são rejeitadas nas farmácias.

O Florida Medicaid integra o grupo de 38 estados que não oferecem cobertura para tratamentos com GLP-1 voltados exclusivamente à perda de peso. Mais de 3,6 milhões de residentes dependem de programas públicos de saúde. O Legislativo estadual criou um programa-piloto controlado para servidores públicos, com o objetivo de mensurar o impacto orçamentário do uso dessas substâncias no controle da obesidade.

Já administradoras privadas de benefícios, como a Prime Therapeutics, e operadoras, como Florida Blue, Aetna e UnitedHealthcare, deixam a inclusão do benefício a critério dos contratantes. Como as despesas líquidas variam entre US$ 7.200 e US$ 10.800 anuais por funcionário elegível, a maioria dos empregadores opta pela exclusão da cobertura.

Com a negativa do seguro, pacientes do estado vêm recorrendo a clínicas e a programas de desconto direto oferecidos pelas farmacêuticas. Uma alternativa é a adesão a programas adotados por redes locais, que conseguiram reduzir os custos do tratamento em 21% por meio de acompanhamento integrado.

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