O presidente Donald Trump confirmou que Brasil e Argentina estarão entre os principais fornecedores de carne bovina importada pelos Estados Unidos dentro de uma estratégia para aumentar a oferta e tentar aliviar os preços nos supermercados.
Durante evento na Casa Branca, Trump afirmou que inspetores americanos acompanham a produção nos países fornecedores e elogiou a qualidade da carne brasileira e argentina, classificando o produto como “muito limpo” e “muito bom”.
O governo americano abriu temporariamente espaço para a entrada de 300 mil toneladas métricas adicionais de carne bovina magra com tarifa reduzida, por um período de 90 dias. A decisão ocorre em meio ao menor rebanho bovino dos EUA em cerca de 75 anos, após anos de seca e outros fatores que reduziram a oferta e pressionaram os preços.
A estratégia, porém, provocou reação de pecuaristas americanos e parlamentares republicanos, que temem que a entrada de carne estrangeira mais barata prejudique os produtores locais. Trump afirma que as importações serão limitadas e necessárias para ajudar a conter os preços enquanto o rebanho americano é recomposto.
O governo também anunciou medidas para ampliar a concorrência no setor de processamento de carne e avançar na identificação do país de origem dos produtos vendidos aos consumidores.
