Companhias aéreas e sindicatos de tripulantes estão cobrando mais clareza sobre a atuação de agentes de imigração em aeroportos e aeronaves nos Estados Unidos, diante do aumento das operações do ICE e de casos envolvendo funcionários do setor.
O alerta ganhou força depois que o sindicato dos comissários da American Airlines afirmou que as detenções chegaram a um nível “sem precedentes”. Segundo a entidade, as operações podem criar situações de tensão e insegurança para passageiros e tripulantes.
Os casos não se limitam à American. Em julho, um comissário jamaicano da Southwest Airlines foi detido pelo ICE enquanto trabalhava no aeroporto de Nashville. Segundo as autoridades, ele teria permanecido nos EUA além do período autorizado. A defesa afirma que ele tinha permissão para trabalhar e um pedido de asilo em andamento.
A atuação de agentes de imigração nos terminais também levantou dúvidas sobre os procedimentos que devem ser seguidos quando uma abordagem ocorre perto dos portões de embarque ou envolve alguém que já entrou em um avião.
As empresas querem regras claras sobre os limites da atuação do ICE nos aeroportos, inclusive em abordagens a passageiros e funcionários e no acesso dos agentes às aeronaves.
