Imigrantes deportados dos EUA poderão receber cobranças de multas mesmo depois de voltar ao país de origem. O governo contratou quatro empresas para localizar pessoas no exterior e notificá-las sobre valores que, segundo as autoridades, ficaram pendentes.
Os contratos foram feitos em agosto pelo CBP (Customs and Border Protection) e podem chegar a $36 milhões em dois anos. As buscas começarão no México, Honduras e Guatemala, mas podem alcançar outros países. Segundo documentos da contratação, há 66.387 deportados com débitos em aberto e cerca de $423 milhões em multas e taxas.
Para encontrar os imigrantes, as empresas podem usar fotos de residências, contas de serviços e registros de emprego. Depois de confirmar o endereço, devem entregar avisos em inglês e espanhol com valores cobrados e orientações para pagamento.
Parte das multas foi aplicada a pessoas que permaneceram nos EUA depois de receber ordem de deportação. Segundo o CBP, sair do país não apaga automaticamente essas dívidas. Quem utiliza o aplicativo CBP Home para organizar a saída pode ter determinadas multas perdoadas, mas o benefício não vale para todas as cobranças.
Ainda não está claro, porém, como o governo americano pode obrigar quem está no exterior a pagar. Os contratos não detalham como isso seria feito nem se haveria participação das autoridades locais. Segundo a Bloomberg, mexicanos deportados já receberam cartas de cobrança em casa.
