Carlos Wesley Esportes

Ancelotti cumpre promessa e ‘renova’ a Seleção Brasileira

Novo ciclo começa com 16 jogadores que não disputaram a Copa

Breno Bidon, joia do Corinthians, é uma das novidades da Seleção (Foto: Severo D. Santos/Wikimedia)
Breno Bidon, joia do Corinthians, é uma das novidades da Seleção (Foto: Severo D. Santos/Wikimedia)

“É uma revolução, uma nova era”. Assim a imprensa europeia se referiu à lista divulgada pelo técnico Carlo Ancelotti com os convocados para a primeira data Fifa pós-Copa do Mundo. Parece um pouco de exagero, mas é importante destacar que o treinador cumpriu a promessa de renovação na equipe: a relação tem 16 jogadores que não disputaram a Copa de 2026, sendo que oito deles jamais vestiram a camisa da Seleção Brasileira. Para estes amistosos, os adversários serão a Austrália (nos dias 25 e 29 de setembro) e a Índia (3 de outubro).

“O Mundial foi uma decepção, mas isso já ficou para trás. O objetivo agora é reunir atletas jovens, com qualidade para representar a Seleção no futuro. Priorizamos jogadores que terão idade para a próxima Copa do Mundo”, admitiu Ancelotti. As maiores surpresas na lista, e que refletem a nova filosofia do técnico, são o goleiro Otávio (20 anos, do Cruzeiro), o zagueiro Arthur Dias (19 anos, do Athletico-PR), e os armadores Breno Bidon (21 anos, Corinthians) e Gabriel Bontempo (21 anos, do Santos).

Dentre os convocados, o capitão Marquinhos (PSG) e o lateral Douglas Santos (Zenit) são os mais “veteranos”, com 32 anos – muito diferente da lista da Copa passada, que tinha Weverton (38 anos, do Grêmio) e vários jogadores com 34 anos, como Danilo (Flamengo), Fabinho (Trabzonspor), Casemiro (Inter Miami) e Neymar (Santos). A média atual da Seleção é de 24 anos. É importante destacar que o ano na certidão de Nascimento não é determinante no desempenho dentro das quatro linhas, mas se o objetivo é preparar uma equipe forte para o Mundial daqui a quatro anos, a renovação é fundamental – com uma pitada de experiência… exatamente como Ancelotti está fazendo.


DROPS

Ben Shelton: nasce uma nova estrela no circuito (Foto: Wikimedia)
Ben Shelton: nasce uma nova estrela no circuito (Foto: Wikimedia)
  • A vitória de Ben Shelton sobre Carlos Alcaraz nas quartas de final do US Open foi inesquecível e histórica… e não apenas pela qualidade do tênis praticado pelos dois atletas. Em primeiro lugar, Shelton tornou-se o primeiro americano a vencer o espanhol, atual número 2 do ranking da ATP, em um Grand Slam. Mas há outros aspectos que merecem ser destacados: a partida teve 4 horas e 28 minutos de duração e terminou 3:33 am (isso mesmo, de madrugada), o confronto mais tardio da história do torneio, em Nova York. E o público não arredou o pé do estádio, vibrando com cada jogada. No final, 3 sets a 2 para Sheldon, com parciais de 6-7, 6-1, 6-3, 1-6, 7-6 sobre o atual campeão. O americano, de 23 anos, vai para sua terceira semifinal da carreira – e, mesmo que o cansaço abrevie sua participação na competição, ele já se coloca entre os grandes talentos do esporte.
  • Flamengo, Palmeiras, Fluminense e Corinthians têm pela frente um desafio na Libertadores: as quatro equipes brasileiras lutam para garantir vaga entre os quatro melhores da principal competição continental e assegurar a primeira semifinal 100% verde e amarela na história. A possibilidade é real e garantiria a oitava conquista de título seguida na Libertadores de um clube brasileiro, confirmando a hegemonia do nosso país em um torneio que já foi dominado por argentinos e uruguaios. E eu acho que é isso mesmo que vai acontecer… quem deve estar preocupada é a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), entidade máxima que organiza e administra o esporte na América do Sul, que sempre arrastou a asa para os “Hermanos”. 
  • Novidade: a final da Copa do Brasil será em jogo único, nos moldes da Champions e da Libertadores. A partida já está marcada para o dia 6 de dezembro, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Quatro equipes ainda estão na disputa: Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras e Vasco começam a disputar as semifinais em novembro. Meu palpite? Galo e Palmeiras na finalíssima.
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