O governo Trump informou ao Congresso que pretende reservar até 17.500 vagas para refugiados no ano fiscal de 2027, principalmente para africâneres da África do Sul. O período começa em outubro e se estende pelos 12 meses seguintes.
Os africâneres são sul-africanos brancos descendentes, em grande parte, de colonizadores europeus, principalmente holandeses. Segundo o governo americano, integrantes do grupo enfrentam políticas discriminatórias, risco de perda de propriedades agrícolas sem indenização e episódios de violência motivados por questões raciais. Essas alegações são contestadas pelo governo da África do Sul.
Desde o início do atual mandato, a administração Trump restringiu fortemente o programa tradicional de reassentamento de refugiados, mas abriu uma exceção para africâneres. Milhares de sul-africanos brancos já foram recebidos pelo país dentro dessa política.
O Departamento de Estado estima que o programa voltado ao grupo custará cerca de US$ 500 milhões ao governo americano. O comunicado também afirma que Washington espera que os refugiados se integrem ao país sem ampliar gastos destinados a cidadãos americanos.
Na semana passada, os EUA também anunciaram sanções contra autoridades sul-africanas que acusam de discriminação contra africâneres. Já o governo de Pretória rejeita a afirmação de que brancos estejam sendo perseguidos sistematicamente no país.
