Moradores de Utah já podem usar inteligência artificial para renovar determinadas receitas médicas sem precisar marcar uma nova consulta apenas para obter a autorização do medicamento.
O projeto piloto é acompanhado pelo Office of Artificial Intelligence Policy de Utah e utiliza a plataforma Doctronic. O sistema pode autorizar renovações de 30, 60 ou 90 dias, mas apenas de medicamentos que já tenham sido prescritos anteriormente por um profissional licenciado.
Antes de liberar a renovação, a ferramenta confirma a identidade do paciente e verifica a receita existente. O sistema também coleta informações sobre possíveis mudanças no estado de saúde, efeitos colaterais e outros fatores que possam exigir avaliação médica. Quando necessário, o paciente é encaminhado para um profissional.
Há limites claros para o uso da tecnologia. A IA não pode prescrever um medicamento novo, alterar doses ou modificar o tratamento. Substâncias controladas também não fazem parte do programa.
O projeto está sendo implantado em etapas e conta com supervisão de profissionais licenciados. Segundo o estado, nenhum incidente grave de segurança havia sido registrado até a atualização mais recente, embora os dados sobre os impactos do programa ainda estejam sendo coletados.
A iniciativa também provoca debate entre médicos. Entidades da área defendem que a inteligência artificial seja usada como apoio e não substitua o julgamento e a experiência dos profissionais de saúde.
