O brasileiro Mario Cesar dos Santos Jr., de 50 anos, que vendia identificações falsas com símbolos de órgãos federais americanos, está em processo de deportação nos Estados Unidos. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS), ele entrou no país em 2016 e permaneceu após o vencimento do visto.
Mario criou a Chaplain Emergency Management Agency (CEMA), uma organização que dizia preparar voluntários para prestar assistência religiosa em situações de emergência. Embora os cursos fossem gratuitos, ele cobrava entre US$ 400 e US$ 450 por carteiras e certificados com símbolos do FBI, DHS e FEMA. Segundo os investigadores, ele afirmava falsamente que esses documentos ofereciam proteção contra ações de imigração e até deportações
O esquema teria arrecadado cerca de US$ 14 mil. A investigação também identificou um grupo de mensagens da organização com mais de 750 integrantes.
Mario foi preso em fevereiro de 2026, no Aeroporto Internacional de Orlando, após chegar de Boston. Ele se declarou culpado de fraude eletrônica e uso indevido de selos governamentais.
O brasileiro pode receber até 20 anos de prisão federal. A sentença está marcada para 18 de dezembro, enquanto o processo de deportação segue separado na Justiça de imigração.
