Cinco crianças negras adotadas por um casal branco nos Estados Unidos vão receber uma indenização de US$ 4,4 milhões, depois de terem sido submetidas a trabalhos forçados e condições degradantes. O acordo foi aprovado pela Justiça da Virgínia Ocidental, estado acusado de ignorar sinais de violência e falhar na proteção das vítimas.
O caso veio à tona em 2023, quando policiais encontraram duas das crianças trancadas em um galpão, sem água encanada ou banheiro, na cidade de Sissonville. As investigações revelaram que os irmãos eram obrigados a realizar tarefas pesadas e viviam sob condições descritas pelas autoridades como semelhantes à escravidão.
Os responsáveis, Jeanne Kay Whitefeather e Donald Lantz, foram condenados em 2025 a longas penas de prisão por crimes relacionados aos abusos.
A indenização será dividida entre os cinco irmãos e resulta de uma ação contra o estado. Segundo os advogados das vítimas, o serviço de proteção infantil recebeu denúncias sobre a situação da família, mas não tomou medidas suficientes para impedir a continuidade dos maus-tratos.
O acordo foi aprovado no fim de setembro e ganhou repercussão na imprensa americana em outubro. Os advogados também estudam responsabilizar autoridades do estado de Washington, onde a família morou anteriormente.
