Os Estados Unidos ampliaram sua presença militar na América do Sul com o envio de drones MQ-9 Reaper para a Colômbia e o Equador, como parte das operações de combate ao narcotráfico. As aeronaves foram deslocadas da África e podem ser utilizadas tanto para vigilância quanto para ataques com mísseis e bombas guiadas.
A movimentação deixou o governo brasileiro em alerta. Autoridades demonstraram preocupação com a possibilidade de os equipamentos serem utilizados para espionagem ou operações próximas ao território nacional, sem autorização do Brasil.
Os drones conseguem permanecer no ar por várias horas e monitorar grandes áreas. O Equador já confirmou que dois equipamentos estão operando no país para reforçar a vigilância na fronteira com a Colômbia.
O comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan, também mencionou a possibilidade de ataques contra instalações de organizações criminosas em terra, ampliando o debate sobre o alcance das ações militares americanas na região.
Até o momento, não há confirmação de que esses drones tenham realizado ataques na Colômbia ou no Equador, nem de que tenham entrado no espaço aéreo brasileiro.
