Imigração

Governo dos EUA rejeitam proposta para ativar câmeras de agentes de imigração automaticamente

Governo alega riscos à privacidade, enquanto relatório aponta falhas no uso dos equipamentos durante operações federais

Câmera corporal utilizada por agentes do ICE. Governo americano rejeitou proposta para que os equipamentos sejam acionados automaticamente em situações de risco. Imagem de arquivo. (Foto: Erica Knight/ICE/DVIDS)

O governo dos Estados Unidos rejeitou uma recomendação para que câmeras corporais de agentes de imigração sejam acionadas automaticamente em situações de risco, como quando um policial saca a arma ou liga a sirene de uma viatura. A proposta buscava garantir o registro de abordagens, mesmo quando os agentes não ativassem os equipamentos manualmente.

A recomendação faz parte de um relatório do Government Accountability Office (GAO), órgão independente de fiscalização ligado ao Congresso americano, que identificou problemas nos programas de câmeras do ICE e da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).

Segundo o documento, as duas agências não atualizam seus planos de utilização dos equipamentos há anos. A fiscalização também encontrou agentes com dúvidas sobre quando deveriam iniciar as gravações, inclusive durante revistas e transporte de detidos.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) discordou da ativação automática. O órgão argumenta que o sistema poderia iniciar gravações por engano, expondo vítimas, informantes e pessoas que não fazem parte das operações.

A decisão ocorre em meio a questionamentos sobre o uso da força em ações migratórias. Para o GAO, mecanismos adicionais de controle ajudariam a garantir o registro das ocorrências e fortalecer a transparência.

Apesar da recusa, o DHS informou que adquiriu câmeras suficientes para equipar todos os agentes do ICE e que o treinamento para utilização dos dispositivos continua em andamento.

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