Duas mortes nos Estados Unidos levantaram preocupações sobre a venda ilegal de produtos para emagrecer identificados como retatrutida, substância experimental desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly. As vítimas, de 41 e 49 anos, teriam utilizado produtos comprados pela internet, embora o medicamento ainda não tenha sido aprovado pela agência reguladora americana (FDA).
Os casos aparecem em notificações encaminhadas ao FDA. Uma mulher de 41 anos sofreu uma parada cardíaca após utilizar um produto comprado de uma fonte considerada não confiável. A outra vítima, de 49 anos, morreu depois de apresentar desidratação grave, desnutrição e parada cardíaca. Segundo o relato, uma enfermeira teria indicado onde adquirir os frascos pela internet e orientado sobre as doses. As identidades das vítimas e os estados onde as mortes ocorreram não foram divulgados.
O número de relatos envolvendo a retatrutida também aumentou. Dados da America’s Poison Centers mostram que as notificações de exposição a produtos vendidos com esse nome passaram de 460, no segundo trimestre, para 862 no terceiro trimestre de 2026, um crescimento de quase 87%.
A retatrutida tem despertado interesse pelos resultados obtidos em estudos clínicos sobre perda de peso. No entanto, continua em fase experimental e não está autorizada para comercialização nos Estados Unidos.
A Eli Lilly afirma ter identificado produtos vendidos ilegalmente com quantidades incorretas de ingredientes ativos e até substâncias contaminantes. A farmacêutica também vem tomando medidas contra empresas que comercializam o medicamento sem autorização.
O FDA alerta que a retatrutida ainda não teve sua segurança e eficácia estabelecidas para uso pela população. A agência também adverte que produtos comprados pela internet, sem controle de qualidade e procedência conhecida, podem representar riscos graves à saúde.
