Estados Unidos

EUA tentam conter alta dos combustíveis antes das eleições de novembro

Inflação chega a 3,7%, e governo aposta em diesel russo e medidas emergenciais para aliviar custos.

Alta dos combustíveis pressiona o orçamento das famílias e os custos de transporte nos Estados Unidos. Foto: Reprodução TV

O governo dos EUA quer ampliar a oferta de combustíveis para tentar aliviar o custo de vida antes das eleições de novembro. Na quinta-feira (15), o Kremlin afirmou que retomou as exportações de diesel após o acordo anunciado por Donald Trump e Vladimir Putin. Washington suspendeu temporariamente sanções sobre o produto para viabilizar o fornecimento aos mercados americano e internacional.

A pressão sobre o orçamento das famílias aumentou: a inflação passou de 3,4% em agosto para 3,7% em setembro. A gasolina respondeu por mais da metade da alta mensal. O diesel também pesa no bolso de quem não abastece com ele, pois encarece o transporte de mercadorias e a produção agrícola, podendo elevar os preços de alimentos e outros produtos.

Com as eleições de meio de mandato em 3 de novembro, o governo enfrenta pressão para apresentar resultados. Trump não estará nas urnas, mas o custo de vida pesa na avaliação da gestão e na disputa entre republicanos e democratas pelo controle do Congresso.

Além do acordo com Moscou, Trump assinou uma ordem para ampliar o acesso ao “diesel vermelho”, isento de imposto e normalmente destinado à agricultura e a equipamentos usados fora das estradas, reduzindo os custos de transporte. O governo também anunciou planos de usar a Defense Production Act, lei da época da Guerra da Coreia, para expandir uma refinaria em Tyler, no Texas.

O alívio, porém, permanece incerto. Na sexta-feira (16), o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky voltou a criticar o acordo, enquanto a retomada de ataques a refinarias russas ameaça a oferta. Analistas questionam o alcance do fornecimento prometido, e obras em refinarias podem levar meses ou anos. Mesmo uma queda no diesel não garante redução imediata de preços nas prateleiras.

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