Integrantes do Department of Homeland Security (DHS) ligados ao governo Trump pediram que uma agência federal comprasse secretamente uma máquina de votação eletrônica e tentasse hackeá-la, sem revelar possíveis falhas de segurança ao fabricante. O pedido foi feito nos primeiros meses de 2025, com base em relatos de dois ex-funcionários do governo.
A orientação foi enviada à Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA), responsável por ajudar a proteger os sistemas eleitorais americanos. As falhas encontradas deveriam ser comunicadas somente à Casa Branca, o que contraria a prática da agência de avisar os fabricantes sobre problemas de segurança para que fossem corrigidos.
O plano não saiu do papel. Funcionários da CISA disseram que não tinham equipe suficiente para realizar o trabalho, depois de uma série de demissões. Desde o início do segundo mandato de Trump, a agência perdeu cerca de mil funcionários, quase um terço da equipe, e reduziu o apoio aos estados na proteção das eleições.
A denúncia surge a menos de duas semanas da votação de 3 de novembro, e autoridades estaduais estão preocupadas com a redução do apoio federal à segurança das eleições.
A Casa Branca defendeu a atuação de Trump na garantia de eleições livres e justas, mas não respondeu diretamente às perguntas sobre o caso. Não há evidências de que a operação tenha sido realizada ou de que resultados eleitorais tenham sido alterados.
