A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva ganhou destaque na imprensa internacional e provocou reações de líderes de diferentes países. A vitória sobre Flávio Bolsonaro, no segundo turno de domingo (25), garantiu ao presidente brasileiro um quarto mandato, feito inédito na história do país.
Nos Estados Unidos, o The New York Times dedicou diferentes reportagens ao resultado. O jornal destacou a recuperação eleitoral de Lula entre o primeiro e o segundo turno e apresentou sua vitória como um duro golpe para a direita latino-americana. Já o Washington Post avaliou o resultado como um revés para a estratégia política de Donald Trump na região.
Na Europa, o britânico The Guardian ressaltou a recuperação de Lula, que conseguiu reverter a derrota sofrida no primeiro turno. A agência France-Presse também destacou a virada eleitoral e o significado político do resultado.
Na Argentina, o Clarín e o La Nación acompanharam a disputa apertada, a extensão do horário de votação e a decisão de Flávio Bolsonaro de contestar o resultado.
A repercussão foi além dos jornais. Presidentes do México, Chile, Uruguai, Paraguai e outros países parabenizaram Lula. O governo canadense destacou oportunidades de cooperação comercial e ambiental, enquanto a União Europeia ressaltou a importância da parceria com o Brasil.
Com cerca de 51,8% dos votos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro, Lula conquistou a reeleição em uma disputa marcada pela polarização política. O resultado também recolocou o Brasil no centro das discussões internacionais sobre os rumos da América Latina e suas relações com as principais potências mundiais.
