Uma juíza federal determinou que agentes de imigração não podem abordar ou deter pessoas apenas por aparentarem ser latinas ou pertencerem à classe trabalhadora no sul da Califórnia. A ordem, assinada em 23 de outubro e divulgada no dia 29, exige suspeitas concretas e individualizadas para justificar as abordagens.
A decisão da juíza Maame Ewusi-Mensah Frimpong abrange sete condados: Los Angeles, Orange, Riverside, San Bernardino, Ventura, Santa Barbara e San Luis Obispo.
Entre as provas analisadas estão imagens de câmeras corporais, mensagens com expressões ofensivas contra latinos e relatos de operações nas quais trabalhadores latinos foram detidos enquanto pessoas brancas presentes nos mesmos locais não foram abordadas. Há também denúncias envolvendo cidadãos americanos.
A magistrada considerou que as evidências indicam uma possível prática de seleção de pessoas por características raciais, mas ressaltou que a decisão é provisória e não representa o julgamento definitivo do caso.
Em setembro de 2025, a Suprema Corte havia suspendido uma restrição semelhante. A nova ordem, porém, considera provas obtidas posteriormente durante o processo judicial.
O governo Trump rejeita as acusações de discriminação e recorreu ao Tribunal Federal de Apelações do Nono Circuito, pedindo a suspensão da medida.
