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Onda azul: Democratas conquistam maioria no Congresso, com vitórias na Câmara e no Senado

Eleições de meio de mandato confirmam pesquisas e consagram a vitória Democrata nas urnas; Trump diz que aceitará o resultado

Partido terá maioria no Senado e na Câmara dos Representates (AcheiUSA/J. Moreira)

O Partido Democrata foi o grande vencedor das eleições de meio de mandato que aconteceram na terça-feira (3), revertendo o controle do Congresso americano com ganhos expressivos de cadeiras na Câmara de Representantes e no Senado. Na manhã de quarta-feira (4) os Democratas já haviam confirmado 54 senadores, contra 44 dos Republicanos, entre as 100 cadeiras do Senado. O partido obteve ampla maioria na Câmara, com 228  cadeiras, contra 139 Republicanas. A vitória mais espetacular foi de James Talarico, no Texas, estado que não fazia um senador Democrata desde 1988. Talarico derrotou o Republicano Ken Paxton com dois dígitos de diferença na porcentagem dos votos. Ainda restam duas cadeiras do Senado em disputa, no Alaska e no Mississippi, onde os dois partidos  contam voto a voto uma eleição apertada.

A vitória Democrata é um duro golpe no governo Trump, que com a perda do controle no Congresso terá o seu poder reduzido. Com o domínio nas duas Casas, os Democratas poderão bloquear projetos de leis e decretos presidenciais, controlarão os gastos do governo e poderão instaurar inquéritos administrativos sobre as atividades do Executivo. Além disso, terão maioria suficiente para começar um processo de impeachment contra o presidente, ou de qualquer outro membro do governo.

Os Democratas poderão também questionar as medidas imigratórias do governo, através da fiscalização dos gastos para sua operação. Não poderão impedir as deportações, mas poderão cobrar esclarecimentos sobre abusos nas detenções e nos processos de remoção de imigrantes.

Outro ponto sensível para o governo que poderá ser desafiado pelo novo Congresso é a atual política econômica, principalmente no que diz respeito às tarifas de importação. O Congresso, por exemplo, poderá propor legislações específicas que limitem o poder Executivo na implantação das tarifas. O obstáculo, entretanto, será o poder de veto do presidente, que por sua vez também limita a vantagem absoluta do Congresso.

Na Flórida, o Partido Republicano confirmou a hegemonia que conquistou desde o primeiro mandato do presidente Trump, quando deixou de ser um estado-pêndulo para se tornar solidamente vermelho. Byron Donalds venceu o Democrata David Jolly para govenador e Ashley Mood ficou com a cadeira do estado no Senado, derrotando a Democrata Angie Dixon.

Em mensagem pela sua rede social Truth, o presidente Trump comentou que se o nome dele estivesse na cédula eleitoral os Republicanos teriam vencido, transferindo a responsabilidade da derrota para seus correligionários. Apesar do hábito de afirmar que eleições são fraudadas, desta vez Trump disse que aceitará o resultado.

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