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Ativistas denunciam uso de substância perigosa para desinfetar prisões de imigrantes nos EUA

Um tipo de desinfetante usado em prisões de imigrantes nos Estados Unidos por causa do coronavírus está associado a vários riscos à saúde, incluindo ataques de asma, bolhas na pele, alergias e efeitos genotóxicos. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (13) por diversas organizações. 

Segundo a Earthjustice, uma das entidades autoras da denúncia, o centro de detenção Adelanto Immigration Center, na Califórnia, tem utilizado uma substância chamada ‘HDQ Neutral’ como desinfetante. O produto apresenta riscos de irritação respiratória, inflamação, infertilidade e malformações congênitas em bebês cujas mães tenham estado em contato durante a gestação, mesmo depois que a exposição ativa já acabou.

“Todos os dados indicam que a exposição ao HDQ Neutral tem efeitos nocivos e prejudiciais à saúde”, disse Raúl García, ativista da Earthjustice, em entrevista coletiva. De acordo com a organização, um dos ingredientes ativos da substância pode danificar o DNA de uma pessoa.

Ela denuncioui que, devido ao surto do novo coronavirus, um centro de detenção da Califórnia  tem aplicado  este produto químico a cada 15 ou 30 minutos nas instalações, durante todo o dia e a noite.

Durante a coletiva, o congressista a Mark Takano, do partido Democrata da Califórnia, argumentou que uma maneira racional de resolver esse problema seria “reduzir o número de pessoas detidas”. Em julho, Takano enviou uma carta à US Imigration and Custom Enforcement (ICE)  alertando sobre os riscos do uso do HDQ em ambientes fechados.

A ONG Clue Justice chamou atenção para casos de alergias e erupções cutâneas neste mesmo centro da Califórnia após as desinfecções. 

Nos Estados Unidos, país com mais mortes por coronavírus no mundo, há 4.531 casos confirmados de COVID-19 em centros de detenção de imigrantes.

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