Além de cobrança por bagagem despachada, Latam vai cobrar por lanche e assento marcado

Mudanças serão implementadas ao longo de 2017; cobrança por bagagens começa no dia 14 de março

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Latam também vai cobrar por assento marcado
Latam também vai cobrar por assento marcado

DA REDAÇÃO, COM G1 – A cobrança por bagagens despachadas é apenas o primeiro passo para as companhias aéreas brasileiras seguirem o modelo de aéreas dos EUA e Europa: cobrar por todo tipo de serviço prestado. A presidente da Latam Claudia Sender, em entrevista ao G1, afirmou que o lanche a bordo e os assentos marcados também serão cobrados do cliente. O argumento é que as passagens ficarão mais baratas.

“Hoje todos pagam e isso tem um custo. Mas para muitos passageiros, não faz diferença ter lanche de bordo ou marcar assento. Para ele é melhor pagar menos e voar com um serviço básico”. “Precisamos de um modelo de transporte aéreo que o passageiro só pague o que utiliza.”

A Latam divulgou nesta segunda-feira (6) uma tabela com os preços que serão cobrados pela bagagem despachada em voos nacionais e internacionais. A cobrança se tornou possível depois que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou uma resolução que libera as empresas a taxar a mala despachada – a medida entra em vigor no próximo dia 14.

As próximas medidas – como venda de passagens que não permitem alteração de horário e cobrança para marcar assentos e venda de lanche a bordo – deverão ser implementadas ao longo deste ano. “Já tomamos essa decisão”, disse.

Ao contrário da cobrança pela bagagem, que era proibida pela Anac até então, as empresas aéreas têm hoje liberdade para cobrar por lanche a bordo. A Gol, por exemplo, já vende comida a bordo desde 2009.

Quando todas as medidas forem implementadas, a empresa estima que conseguirá reduzir em 20% os preços das passagens dos bilhetes promocionais. “Quando você desregula um setor, o preço cai. Foi o que aconteceu na aviação brasileira no passado. Quando adotamos a liberdade tarifária no Brasil em 2002 todo mundo achou que o preço ia subir, mas ele caiu 50% em 10 anos”, disse Sender.

Claudia não revelou sua expectativa para o preço médio da passagem aérea. Segundo ela, isso depende de fatores adversos à empresa, como a cotação do dólar e o preço do petróleo.

Historicamente, as empresas aéreas tentam direcionar as passagens mais baratas para os passageiros que viajam a lazer por meio de promoções no fim de semana e vendas antecipadas. Os clientes que voam a negócios, em geral, compram de última hora e costumam pagar preços maiores.