Aprovado embaixador do Brasil nos EUA

O cargo estava vago desde o ano passado

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Nestor José Forster Jr foi aprovado pelo Senado pro 47 votos a 3 (foto: divulgação Itamaraty)
Nestor José Forster Jr foi aprovado pelo Senado com 47 votos favoráveis (foto: divulgação Itamaraty)

O Senado brasileiro aprovou nesta terça-feira (22) a nomeação do diplomata Nestor Forster Júnior para a embaixada do Brasil nos EUA.

Ele foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro em novembro do ano passado, após o governo desistir de emplacar o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da República, para o cargo. À época, o parlamentar não conseguiu apoio suficiente para virar embaixador.

O processo de sabatina de Forster teve início em fevereiro deste ano, mas foi suspensoo em razão da pandemia.

O diplomata  recebeu 47 votos favoráveis, três contrários e uma abstenção e aguarda sanção presidêncial para assumir a vaga em Washington.

Perfil

Nestor José Forster Júnior é de Porto Alegre, graduado em Letras Clássicas e Vernáculas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e em História pela mesma instituição.

Ele ingressou na carreira diplomática em 1986, e, desde então, ocupou cargos como chefe do Setor de Política Comercial da Embaixada em Washington (1992 a 1995); chefe de Gabinete do Advogado-Geral da União (2002); chefe do Setor Financeiro da Embaixada em Washington (2003/06)  e mais recentemente encarregado de Negócios da Embaixada em Washington, cargo ocupa desde 2019.

O diplomata foi sabatinado na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) em fevereiro deste ano. Ao falar aos senadores, Forster disse que há perspectiva de aumento em cooperação com os Estados Unidos na área militar e de defesa, uma vez que o Brasil ganhou o título de aliado preferencial extra da OTAN.

 O cargo de embaixador dos EUA, segundo ele, traz o desafio de aprofundar a cooperação científica, tecnológica e espacial porque o Brasil está sendo convidado a integrar importantes projetos em centros de pesquisa norte-americanos.

 O diplomata também falou da Amazônia, área que considerou de “interesse comum” aos dois países.  Forster sugeriu convidar os parlamentares dos EUA para conhecer a realidade da região, “separando mitos ou fake news e enfrentando os temas com realismo”.

— Nosso trabalho é esclarecer certos exageros, desfazer a fumaça. Mostrar que o governo brasileiro continua comprometido com o desenvolvimento sustentável, mas existem duas pernas, uma delas é a sustentabilidade e o meio ambiente, mas há também o desenvolvimento econômico — afirmou aos senadores à época.  Com informações da Agência Senado.