Arábia Saudita protagoniza a maior zebra da história das Copas do Mundo

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Salem Al-Dawsari, autor do gol da virada da Arábia Saudita contra a Argentina, disse que sua seleção não foi ao Mundial apenas para participar (Foto: FIFA site oficial)
Salem Al-Dawsari, autor do gol da virada da Arábia Saudita contra a Argentina, disse que sua seleção não foi ao Mundial apenas para participar (Foto: FIFA site oficial)

A 22ª edição da Copa do Mundo da FIFA que se realiza no Catar é a primeira em que um país do Oriente Médio recebe um mundial. Ela também quebrou a tradição de ser disputada no meio do ano. As temperaturas altas do país, que podem chegar aos 50ºC em meados de junho e julho, levaram as partidas para novembro, período em que o clima é mais ameno.  

Como primeiro representante do Oriente Médio a sediar uma Copa do Mundo da FIFA, o Catar investiu pesado. Ao todo, o país deve finalizar o mundial com investimentos maiores do que $200 bilhões. O valor foi aplicado na ampliação da infraestrutura de transporte, hotelaria e, claro, na construção dos estádios oficiais do evento. Com isso, a edição de 2022 da competição já é considerada a mais cara da história.

Para continuar na linha de quebra de paradigmas, a Arábia Saudita foi protagonista da maior zebra já ocorridas nas 22 edições da competição. A Argentina, 3ª colocada no ranking da FIFA, foi derrotada de virada pela Arábia Saudita, que ocupa a modesta 51ª posição no ranking, hoje (22) na largada do Grupo C. A Albiceleste abriu o placar com o pênalti cobrado por Messi no primeiro tempo, quando teve ainda três gols anulados – um deles, de Lautaro Martinez, por milímetros. Na segunda etapa, porém, a equipe dirigida pelo francês Hervé Renard surpreendeu os favoritos e, em sete minutos, virou o placar com dois belos gols marcados por Al-Shehri e Al Dawsari para a estupefação do público presente no Estádio Lusail em Doha.

Nem mesmo a presença de Lionel Messi, o segundo jogador mais bem pago do mundo ($120 milhões) impediu a chamada zebra. A virada saudita ainda quebrou a invencibilidade de 36 jogos da esquadra sul-americana. Agora, a Argentina tem obrigação de vencer seus dois próximos compromissos para não ser eliminada ainda na primera fase do torneio.

Guillermo Ochoa garante empate do México com a Polônia

As seleções mexicana e polonesa entraram em campo sabedoras da derrota da Argentina para a Arábia Saudita. Ambas sabiam que a vencedora aumentaria as probabilidades de se classificar no Grupo C. O duelo disputado nesta terça-feira (22) no Estádio 974, porém, não teve um ganhador. 

O México foi um pouco mais ofensivo na primeira etapa, mas não conseguiu incomodar o arqueiro Szczesny. No segundo tempo, a Polônia mostrou mais vontade e se lançou à frente. O pênalti cometido pelo zagueiro Moreno em Lewandowski possibilitou a chance de vitória para a seleção europeia. O próprio Lewandovski – eleito o melhor jogador do mundo em 2021 e o 7º mais bem pago do mundo ($35 milhões) – cobrou a penalidade e consagrou o arqueiro “Memo” Ochoa que foi o primeiro goleiro mexicano a defender um pênalti em uma Copa do Mundo. O goleiro, que está disputando seu 5º Mundial seguido, ainda teve sorte porque Krychowiak desperdiçou o rebote e permitiu à defesa mexicana afastar o perigo.

A segunda rodada do Grupo C, marcada para sábado (26), prevê dois jogos: Arábia Saudita x Polônia e Argentina x México.

Dinamarca frustra seus torcedores e apenas empata com Tunísia

A Dinamarca ficou devendo. Depois de grandes resultados durante o ciclo, e uma campanha animadora na Euro 2020, a equipe se credenciou para avançar no mata-mata da Copa do Mundo e até mesmo disputar a liderança do grupo D com a França. Porém, não teve boa atuação nesta terça-feira (22), no Estádio Cidade da Educação, em Doha, com atletas importantes, como Eriksen, tendo um dia apagado.

A má atuação dos europeus somada à boa disposição da Tunísia resultou em um frustrante empate de 0 a 0 na abertura do Grupo D. Se quiser seguir na competição, o técnico Kasper Hjulmand precisa injetar ânimo na equipe, que tem um bom time, mas carece de bons reservas. Quando o treinador processou algumas alterações deu para perceber que há pouco talento à sua disposição.

França toma susto, mas aplica goleada em sua estreia

Após a zebra argentina ter passeado no Grupo C, muita gente temia que a França, uma das favoritas ao título, também pudesse decepcionar. Entretanto, as boas atuações de Rabiot e Giroud se encarregaram de espantar qualquer surpresa e a França colocou ponto final em uma incômoda escrita dos campeões mundiais: nas últimas três Copas, os defensores do título tropeçaram na estreia. Agora, os Bleus têm outra maldição para tentar encerrar: em quatro das cinco Copas deste século (exceção para o Brasil em 2006), a seleção campeã do Mundial anterior parou na fase de grupos. Com a atuação desta terça, a França deu grande passo para espantar esse fantasma também. 

Marcado em 2018 por ter sido campeão sem fazer gol no Mundial da Rússia, Olivier Giroud dessa vez não precisou esperar muito para mostrar seu faro artilheiro. E saiu de campo com seu nome na história da seleção: com os dois gols marcados nesta terça-feira (22), igualou Thierry Henry como o maior artilheiro da França, ambos com 51 gols. Além dele, marcaram para a seleção francesa, Rabiot e Mbappe, o jogador mais bem pago do mundo, que recebe por ano $128 milhões. O primeiro gol da partida foi anotado pelo australiano Goodwin.

Os resultados de hoje colocaram a França como líder do Grupo D, com três pontos, seguida por Dinamarca e Tunísia, com um ponto cada, e Austrália, sem nenhum ponto conquistado. No sábado (26), Tunísia e Austrália se enfrentam, depois o Grupo D encerra sua segunda rodada com Dinamarca e França.