Artista brasileira é barrada e tem as redes sociais checadas em aeroporto dos EUA

Em desabafo no Facebook, Maju Passos disse que veio participar de um festival de dança e foi impedida de entrar; ela também teve o visto cancelado

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Dançarina teve a entrada barrada nos EUA

A brasileira Maria Juliana Passos, mais conhecida como Maju Passos, usou sua conta no Facebook para relatar os momentos de tensão que viveu ao tentar entrar nos Estados Unidos. Ela explicou que, mesmo já tendo visitado o país diversas vezes, foi barrada, teve o visto cancelado e ainda ficou 16 horas dentro de uma sala com outras duas pessoas na mesma situação. Os agentes, também, pegaram o celular da brasileira, solicitaram a senha e checaram suas redes sociais. As informações são do Brazilian Times e Notícias de Minuto.

De acordo com a dançarina, ela estava nos Estados Unidos para participar de um intercâmbio entre artistas brasileiros e americanos em Cape Cod (MA). Depois de cinco horas relatando o ocorrido aos agentes de imigração, ela teve o visto cancelado e foi mandada de volta ao Rio de Janeiro, depois de passar 16 horas na ‘salinha’.

“Eu estava indo participar pela segunda vez de um programa de residência artística entre brasileiros e americanos proposto por Leda Muhana, projeto incrível que estimula o intercâmbio entre artistas através da montagem de um espetáculo e aulas”, escreveu ela. “Alegaram que eu estava mentindo, disseram que meu perfil (mulher, solteira, sem filhos, dançarina, negra e brasileira) não me dava credibilidade, que para eles eu estava tentando ingressar no país para ganhar dinheiro ilegalmente”.

“Depois de quase 5 horas de sob pressão para eu admitir uma verdade que não era a minha, tive meu visto cancelado, tomaram meu celular, me obrigaram a dar a senha, invadiram a minha privacidade (mensagens, redes sociais, fotos, e-mails, contatos)”.

A dançarina disse que os agentes foram com ela até a porta do avião, com destino ao Rio de Janeiro, para ter a certeza de que ela embarcaria.

“Me deixaram só com a roupa que vestia, sem qualquer pertence, trancada por mais 16 horas até o próximo voo para o Rio de Janeiro. Eu dividi essa sala fria que tinha um banheiro sujo, 1 sofá e algumas cadeiras com uma indiana e uma nigeriana que chorava e repetia sem parar I’m so sad, I’m so sad…por horas esse mantra foi a trilha do meu silêncio em pensamentos que não achavam soluções para tamanha sensação de impotência”.

A verificação das redes sociais foi uma das medidas adotadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para controlar a imigração no país.

Veja relato na íntegra: