As diferenças entre os planos de Hillary Clinton e Donald Trump para os imigrantes

Candidato republicano pretende deportar 11 milhões de pessoas, e democrata quer abrir caminho para a cidadania deles

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Hillary Clinton e Donald Trump
Hillary Clinton e Donald Trump

DA REDAÇÃO (com Agências) – O assunto imigração tem sido um tema de suma importância na atula campanha eleitoral pela presidência.

Brian Goldsmith, um consultor político da Yahoo News, explicou ao noticioso porque ele é tão importantes e quais são as diferenças enatre as duas campanhas dos candidatos que lideram a corrida, Hillary Clinton e Donald Trump.

O eleitorado branco vem reduzindo a sua participação no total de eleitores à taxa de 2% a cada eleição presidencial, segundo Goldsmith. Os eleitores brancos constituíam 74% do total em 2008, 72% em 2012 e caminham para os 70% em 2016.

“É mais importante que nunca para os candidatos à presidência aparecerem mais próximos da condição imigrante e para isso há um fator essencial – os eleitores latinos e asiático-americanos.”

Além disso, Goldsmith ressalta que somos uma nação de imigrantes. Um estudo recente mostrou que mais da metade das empresas ‘startups’ avaliadas acima de $1 bilhão – como Uber, Palantir e SpaceX – foram fundadas por imigrantes. Enquanto isso, há cerca de 11 milhões de imigrantes sem documentos nos Estados Unidos, representando cerca de 5% da força de trabalho. “Isso afeta cada canto da nossa economia e da nossa cultura”, diz Goldsmith ao Yahoo.

Donald Trump

Trump descreve sua posição com relação ao assunto como sendo de “linha dura”. De fato, é a mais restritiva de todas as políticas entre todos os candidatos à presidência na história recente, de acordo com Goldsmith.

Primeiramente, há a proposta de Trump para construir um muro de até 15 metros de altura sobre a linha de fronteira com o México, em 1000 das 2000 milhas de extensão da fronteira. (Cerca de um terço dela já é cercada atualmente). Trump diz que o muro vai custar $8 bilhões; outras estimativas dão conta de que ele custará o triplo disso.

Em segundo lugar, ele disse que vai perseguir e deportar cerca de 11 milhões de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos. “Os bons” serão trazidos de volta depois de deportados, ele diz. Trump diz que vai manter as famílias unidas, mas Goldsmith lembra que há aproximadamente 5 milhões de crianças americanas com pelo menos um dos pais indocumentado.

Em terceiro lugar, Trump já posicionou-se de várias maneiras no que diz respeito a trabalhadores temporários e imigrantes com alta especilaização. Ciriticou o program H-1B por tomar empregos de cidadãos americanos, mas o considerou como uma forma válida para manter inteligências qualificadas no país. Criticou o programa de trabalhadores temporários, mas usou essa mão de obra estrangeira no seu club Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida.

Hillary Clinton

“Há uma distância tão grande quanto o Rio Grande entre Clinton e Trump no que diz respeito à imigração”, disse Goldsmith. “Trump disse que os primeiros cem dias de seu governo serão dedicados a projetar o muro. Durante os cem primeiros dias de Clinton, ela afirmou que vai apresentar ao Congresso um plano de reforma imigratória integral.”

Reforma imigratória integral significa essencialmente que os trabalhadores indocumentados poderão ganhar um caminho para a cidadania, contanto que paguem impostos, passem por uma verificação de antecedentes e vão para o fim da fila, atrás dos que entraram com processos legais, diz Goldsmith. O plano também prevê a expansão no número de estudantes, formados nos EUA, que poderão ficar no país.

Tanto George W. Bush como Barack Obama falharam na tentativa de promover a reforma imigratória, em 2007 e 2013, respectivamente.

Mas Clinton tem um plano B. Se a reforma falhar, ela pretende usar o poder executivo para proteger imigrantes indocumentados.

Depois que Obama não conseguiu fazer passar a reforma no Congresso, ele implementou uma série de ações executivas para proteger cerca de 5 milhões de imigrantes da deportação – os chamados ‘Dreamers’, indivíduos que forma trazidos aida crianças pequenas. Uma segunda tentativa de ampliar o benefícios para pais e mães indocumentados de filhos americanos ou portadores de green card foi embargada por um juiz do Texas, e encontra-se agora na mesa dos juízes da Suprema Corte, para ter o destino decidido no próximo mês de junho.